domingo, 10 de junho de 2012

Construindo websites acessíveis




Quando se trata de Web, a acessibilidade entra no quesito de proporcionar uma navegação interativa e efetiva no website.  O acesso à informação livre é direito de todos, e podemos usar técnicas e ferramentas específicas para adequarmos nossas páginas às mais diversar necessidades dos usuários.
Na prática, como funciona?
Alternativa de texto para imagens
Legenda para conteúdos multimídias
Gráficos e textos em cores
Avaliando a acessibilidade
Acessibilidade para todos





Segundo à publicação “Mídia e Deficiência ”, da ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância e Fundação Banco do Brasil ,  “o conceito de inclusão tem íntima relação com um outro, o de acessibilidade, sobre o qual pairam muitas dúvidas. É objetivo deste texto esclarecê-las. Inicialmente, tentando expandir o uso habitual que os cidadãos fazem do que é ser “acessível”, ideia que nos remete a mudanças no urbanismo e na edificação. ”
Ainda, expõe uma classificação em relação à acessibilidade, a nos interessar:
Acessibilidade comunicacional: não há barreiras na comunicação interpessoal (face-a-face, língua de sinais), escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila, incluindo textos em braile, uso do computador portátil) e virtual (acessibilidade digital).
Acessibilidade metodológica: não há barreiras nos métodos e técnicas de estudo (escolar), de trabalho (profissional), de ação comunitária (social, cultural, artística etc) e de educação dos filhos (familiar).
Acessibilidade instrumental: não há barreiras nos instrumentos, utensílios e ferramentas de estudo (escolar), de trabalho (profissional) e de lazer ou recreação (comunitária, turística ou esportiva).
Acessibilidade programática: não há barreiras invisíveis embutidas em políticas públicas (leis, decretos, portarias) e normas ou regulamentos (institucionais, empresariais etc). Acessibilidade atitudinal: não há preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações.
Na prática, os desenvolvedores podem adotar técnicas que proporcionam um melhoramento no código-fonte à acessibilidade. Sendo assim, segue algumas dicas:
Quando se tem alguma informação não textual, pode-se fornecer uma alternativa em texto, acoplado na própria imagem, usando a tag alt.
Exemplo:
<img src="foto.jpg" alt=“Descrição da Imagem" />
A tag alt é uma tag que fornecerá informações às pessoas cegas, através de um leitor de audio e às pessoas que possuem difícil acesso à banda larga com velocidade e que desabilitaram as imagens.
Em conteúdos de vídeo, é questão de acessibilidade fornecer sua legenda, e para áudio, transcrevê-lo em texto. Assim, o conteúdo em texto deverá transimir a mesma função e finalidade do vídeo/áudio.
Em relação às imagens e textos, devemos adequa-las aos que possuem dificuldade de identificar algumas tonalidades. Uma dica é usar o site http://www.vischeck.com, que simula a falta de algumas cores, para o desenvolvedor garantir que as imagens e os textos sejam fáceis de serem compreendidos.
Essas são algumas técnicas mais gerais. A W3C (grupo de empresas que coordenam padrões web) também se procupa sobre a acessibilidade e produziu uma excelente documentação sobre o tema. Lá encontramos padrões de acessibilidade para CSS, HTML, FLASH, PDF, entre outros.
Ao projetar um website, quanto mais cedo identificar os empaces referentes à acessibilidade, mais fácil será de resolvê-los. Existem várias ferramentas que auxiliam na avaliação do site porém, nada mais justo e adequado a avaliação pelos próprios usuários. Uma ferramenta que vale destaque e pode servir como referência é o DaSilva, um avaliador brasileiro para websites acessíveis.
Focamos aqui na criação de sites acessíveis, em especial, à quem precisa. Porém, fica o alerta:  faça o análise do seu site, de todo o conteúdo, da disposição dos elementos e do layout pois, um site acessível, além de tudo, é um site fácil de navegar. Um site fácil de navegar é um site que não precisamos de um manual ou tutorial de navegação. Sites fáceis, consequentemente, ajudam a atrair mais usuários.O acesso a tecnologias de informação e comunicação, incluindo a Web, é um direito humano básico, segundo a ONU.

sábado, 9 de junho de 2012

Neuromarketing: como fazer seu cérebro querer comprar


Seu cérebro e seu subconsciente podem ser facilmente manipulados para fazer você gastar mais. As técnicas de neuromarketing estão onde muitos nem imaginam.


As formas de produção se aproximaram muito, não existem grandes diferenças entre os itens de uma mesma categoria. A competição por vendas teve que tomar outros rumos, passando da simples diferenciação dos produtos (o meu produto é melhor do que o dele, pois tem isso e aquilo) para a influência que ele exerce nos cérebros dos consumidores.

O neuromarketing é a ferramenta do marketing utilizada para fazer o cliente gastar mais, mesmo que ele não perceba. Na loja de roupas, no restaurante, no shopping, na loja de eletrônicos, em todo lugar o cérebro está sendo bombardeado por informações que valorizam o produto, o local e a marca.

Veja algumas técnicas muito comuns de neuromarketing, presentes em locais que freqüentamos no dia-a-dia:

- Quanto menor for a forma como o preço aparece, a impressão é que ele é mais baixo.

- Se uma loja de roupas, por exemplo, for perfumada, as chances de venda aumentam em 15%, segundo pesquisa alemã, pois criam uma sensação agradável, além de fazer o cliente indicar a loja para outras pessoas.

- Em uma grade loja, as escadas são posicionadas para fazer com o que comprador percorra um caminho maior, passando por mais produtos. A mesma coisa acontece com shoppings, nos quais a praça de alimentação geralmente será encontrada depois de andar por várias lojas.

- Nos shopping o piso é bastante liso e encerado, para fazer com que as pessoas andem devagar, podendo prestar mais atenção nas vitrines.

- Lanchonetes têm o costume de usar a cor vermelha, pois esta estimula o apetite.

- Supermercados colocam leites e ovos sempre em promoção, pois são preços fáceis de serem lembrados. Quando no supermercado X, o leite está barato, a impressão é que tudo está barato.

- Quanto maior for o carrinho de supermercado, o fato de ele estar com poucos produtos vai dar a idéia de que falta alguma coisa.

- Pesquisa mostra que os clientes gastam 7% mais nos supermercados quando andam em sentido anti-horário. Isto parece mais confortável ao cérebro, portanto os produtos devem ser organizados desta forma.

- O som ambiente agrada o subconsciente, fazendo o consumidor comprar mais, e indicar mais a loja.



As técnicas de produção se aproximaram muito, não existem grandes diferenças entre os itens de uma mesma categoria. A competição por vendas teve que tomar outros rumos, passando da simples diferenciação dos produtos (o meu produto é melhor do que o dele, pois tem isso e aquilo), para a influencia que aquilo exerce nos cérebros dos consumidores.

O neuromarketing é a ferramenta do marketing utilizada para fazer o cliente gastar mais, mesmo que ele não perceba.